Hoje de manhã, por acaso, acordei olhando para caixa de livros e cadernos velhos que tem no meu quarto, próximo à minha poltrona bonitinha. Não sei porque, mas ela me atraiu e mesmo no escuro do cômodo, eu a abri e ali estavam os meus cadernos dos anos passados. Não deixo que se desfaçam das minhas coisas, eu gosto de lembranças, aqui em casa dizem que eu tenho mania de velho, guardo tudo que não presta. Eu não acho.
Levei comigo alguns cadernos e sentei na cama para os ler. É claro, encontrei matérias velhas, que hoje eu nem me lembro mais ou até acho fácil demais. Mas em meio as páginas brancas, encontrei meus textos, que sempre escrevi e nunca mostrei a ninguém. Nos momentos de angústia, eu me lembro bem, sentava na cama e escrevia por horas e horas. Hoje já não sou assim. Gosto de escrever, mas sinto preguiça de fazer ou prefiro mesmo só refletir, sem compartilhar meus pensamentos com um papel. Muitos deles, não fazem sentido, eu até me assustei pela forma como sabia me expressar, no entanto, só eu sei ou sabia o que aquilo significava pra mim.
Achei curioso algo que escrevi, não é bem um poema, mas fui escrevendo, sem me preocupar com a estética e a estrutura das palavras. Chamo isso de rabiscos. Rabiscos valiosos.
Essa sou eu nas minhas próprias palavras : A grande conseqüência, a frase mal colocada, o nó na sua garganta, sua nota suicida, a dor no seu coração, o motivo dos seus risos, a grande criação, a velha amiga, sua melhor amiga, sua pior inimiga, a perdedora insistente, a sonhadora confiante, a perfeita incompleta, a imperfeita completa.
Creio que escrevi isso há um tempinho, já que eu mesma desconheci esse trecho. Achei engraçado, pois eu me livrei do que estava sentindo através dos meus rabiscos e os escondi no meio de um caderno do colégio (Não foi a primeira vez) e só depois os encontrei assim, por acaso. É como achar um tesouro.
Nota pessoal: Eu não sei como ajustar esse relógio maldito, eu não postei meus textos nos horários que marcam abaixo deles. (Essa é a minha grande preocupação.) E daí?
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