Há algum tempo, meu pai trouxe dois livros feitos por meu bisavô, Durval Rodrigues; é todo datilografado e os desenhos foram todos feitos à mão. Pelas mãos experientes e gastas do avô do meu pai. Isso me encantou demais, pois, apesar dos erros gramaticais,- Afinal, ele não freqüentava a escola por falta de condições, devido à época e a dificuldade de haver escolas em zonas mais rurais, aonde ele vivia - seus textos e desenhos me impressionaram muito. Eu tenho orgulho da minha família e sinto que, parte da criatividade, esforço e vontade de se expressar do meu bisavô, foi herdada para mim. Acho que nós nos entenderíamos muito. Pelo pouco que sei sobre ele, segundo meu pai, ele era uma pessoa adorável. Sempre ensinando, mesmo o pouco que sabia sobre tudo, mas sempre ensinando principalmente, a ver o mundo com olhos curiosos, tentando descobrir algo mais, tentando retirar desse curto período em que passamos sobre a Terra, algo bom.Como bisneta desvanecida, gostaria que colocar aqui o prefácio e a dedicaória do livro chamado "Os Degraus da Existência". Depois coloco outros trechos.


Ultimamente estive perdida em meus planos e eles se enroscaram em mim, quase me sufocaram, mas consegui me livrar deles ao colocar alguns em prática, deixando de lado os outros improváveis de se realizar agora, para somente fazer, sem premeditações. Confuso mesmo esse negócio. É muito pessoal. Não adianta explicar, não vai ter um sentido.
E nesse meio tempo entre planos feitos e realizados (Eu não sei se realizam planos, acho que se conquistam mesmo.), eu cheguei à uma conclusão. Gostaria de ganhar muito dinheiro. Não para gastar em canecas feitas de ouro ou com essas coisas fúteis que as pessoas ricas gastam, mas sim para reunir meus amigos. Sim, amigos daqui da rua, até amigos de outro continente. Falo sério. Meu desejo maior é tê-los bem perto de mim. Aqueles verdadeiros, que conheço há muito tempo. E que talvez, por essa questão monetária dentre outras, ainda não podemos nos conhecer pessoalmente. Se não fosse isso, estaríamos agora em minha mansão, conversando sobre diversas coisas e cara, eu ia pedir mais alguns centímetros de braço para poder uni-los em um único abraço. Foi só um pensamento forte. Daqueles que nos invade o corpo inteiro, principalmente quando se está viajando ou fazendo algo tedioso, esses são os melhores momentos para refletir. Gostaria, por último (Estou no clima do Natal e nem estou pedindo demais, poxa.), de poder chegar ao futuro como o vejo agora. Eu acho que a felicidade é pequena. Não é preciso muito para ser feliz. Serei feliz com meus amigos. Creio que o título não ornou com o texto, mas tudo bem. Ninguém vai perceber. E afinal, houve mesmo uma pequena expedição.