É uma bela tarde de quarta-feira e eu deveria estar amarrada em algum canto da casa com meus livros, estudando, lendo sobre o reino plantae e o fungi, criometria, osmometria, capacitância e energia eletrostática e etc, assuntos que vão me ajudar bastante quando eu estiver no meio de jovens estranhos e super nervosos fazendo o vestibular. É, eu vou estar competindo com aquelas mentes geniais que acham tudo isso muito interessante. Eu acho isso interessante, na verdade, porém eu acho que só vou usar meu conhecimento sobre tudo isso, quando estiver fazendo a prova. Vai ser inútil pra mim depois disso. Porque, com certeza, quando meu filho me perguntar que porra é ebuoliometria ou pra que servem os osciladores harmônicos eu vou pedir pra ele perguntar pro pai (pretendendo que o pai dele seja um gênio. Vai ser). Na verdade, se o pai dele for um gênio e herdar essa virtude, eu vou agradecer aos céus por ter me livrado de perguntas complexas. Eu também me sinto inútil, na verdade, por não saber ou saber pouco sobre essas coisas. Mas não tenho culpa se me interesso por outras.
Enfim, eu disse que era uma bela tarde, o tempo está super fechado, eu estou quase dormindo e estou pensando em abrir besteirinhas pra comer e morrer entupida de lipídios.Tenho que levar minha gordinha no veterinário de novo, argh. Tá, estou falando muito sobre a minha vida pessoal. Só queria atualizar isso mesmo, é isso.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Dias.
Dos meus olhos saem lágrimas, mas eu não estou chorando. Da minha boca, as palavras decolam e flutuam pelo ar, no entanto, sem rumo e sentido, elas não fazem efeito a quem as ouve. Eu estou sempre atenta, eu continuo te admirando, vejo em ti a união de defeitos e qualidades que ora me fazem amá-lo, ora me fazem odiá-lo. É disso que eu preciso, eu preciso aprender a cada dia, uma nova melodia, um novo caminho, uma nova forma de sobreviver, encarando os obstáculos da minha vida sem você. Eu optei por não me apaixonar, pois me sinto bem intacta, longe das ilusões que a paixão nos traz, eu quero só amar. Amar trocar palavras contigo, amar ficar te olhando pelo resto da tarde, amar sentir medo e tesão como só você me faz sentir. Incrível é que eu me engano, eu acho que não te amo, mas eu amo, todos sabem. Sei que em tua vida há outras, outras que te sentiram como eu senti, outras que ouvirão o que eu ouvi, porém eu não posso proibi-lo de tê-las, eu tenho os meus outros também. Os outros que me possuem por uma noite, alguns minutos e logo tomam o caminho para suas vidas e eu também, sozinha. Sento-me na cama antes de dormir e penso, sobre tudo, sobre a solidão que as noites me trazem, no silêncio dos amantes, no frio que me faz companhia e no escuro que só me deixa quando eu me entrego. Eu não vou me lamentar por ti, eu digo que estou bem, não tenho a garantia do teu amor, mas posso senti-lo.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Aceita um perdão como sobremesa?
Arroz, feijão e algumas lágrimas no almoço de hoje. O motivo da última opção do cardápio: Gritos e repreensões contra a minha pessoa. "Já viu como é estabanada? Mais que pressa é essa? Tudo para voltar pra porra do computador?". Primeiro um sorriso sem graça, totalmente sem graça. Depois, depois da bagunça na mesa que fiz, o choro. Um choro desesperado, um choro de cansaço, cheio de mágoa e exaustão. Pra que tudo isso? Foi só um pouco de molho na toalha! Eu posso lavar. Mas as feridas do meu coração não saem nem com um bom alvejante, isso eu garanto. Ele percebeu a minha situação e com seu prato gigantesco já feito, decidiu se preocupar perguntando o que havia feito e eu somente negava com a cabeça, de tanto chorar. Eu sei que foi ridículo, mas eu precisava. A comida estava esfriando, ele aguardava uma resposta e a minha fome tinha desaparecido. "Eu nem deveria ter vindo..." ele disse assim que abaixou a cabeça e se concentrou na comida em seu prato. Fingia comer, somente mexia o conteúdo até que a minha voz resolveu sair "Não precisava ser tão grosso." e eu reconheci que não deveria ter sido tão sensível, não para ele. "Não é isso, me desculpe, mas é a verdade, você já viu como senta? Viu como faz as coisas? Deixa tudo cair, estraga tudo, tudo!" conforme ele falava, eu me curvava diante da mesa, com vergonha, imaginando um monstro desastrado fazendo o que ele narrava, eu me senti terrível e ele percebeu se desculpando novamente. Eu terminei de comer e nem vim para o computador, eu resolvi sentar e pensar, somente pensar. Em inúmeras possibilidades. Em morrer, em viver, em casar, em me separar, em ter filhos, em ter gatos, cobras, lagartos... Enfim, nada fazia sentido. E então ele se aproximou de mim e nunca ele havia me dado um abraço tão caloroso quanto aquele. Era um abraço de desculpas, eu senti. Ele jamais falaria o que estava pensando, mas por um momento eu li seus pensamentos e novamente sorri, desta vez com felicidade. O almoço de hoje foi diferente, especial, talvez.
domingo, 3 de maio de 2009
Nunca confie em um homem.
Nem que este ainda esteja se formando, nem assim. Um garoto, sabe. O melhor a se fazer é confiar em si e em Deus somente. A minha mente inocente e despreparada já estava ensaiando tudo, eu gosto dessas coisas à moda antiga, um grande encontro para um grande começo. Nada de se entregar logo de cara, aos poucos é melhor, é realmente satisfatório desvendar os mistérios de uma pessoa a cada conversa, gesto e etc. Porém, é preciso estar preparada e ciente, realmente ciente de que você pode se machucar e ficar muito, mas muito constrangida. Eu, sinceramente, já estou ciente, mas preciso me preparar mais, me fortalecer, esperando o pior de verdade, não só dizer à mim mesma "Isso pode acontecer" e somente lembrar das coisas boas que ando planejando, não. Assim não adianta em nada, poxa. Eu costumava sofrer à espera de um homem, aquele que estaria me protegendo, aquele que me entende, que apesar de tudo, continua sendo meu grande herói, aquele que me criou a vida inteira e a partir de certa idade, me deixou esperando, esperando e esperando. Eu não reclamo, ele tem os seus direitos de se divertir, fazer o que quiser, mas eu passava mal em esperá-lo em casa, eu arquivava os meus pensamentos e tudo que eu ia falar pra ele e a noite chegava, o sono tomava conta de mim e esse arquivo de coisas ia se acumulando conforme os dias passavam. Ele deixou de saber de muitas coisas sobre mim, porém, eu aprendi a me cuidar sozinha. Eu aprendi a mostrar e falar tudo o que penso à mim mesma, eu aprendi a controlar a minha ansiedade e consegui lutar contra os medos e receios que as noites me traziam enquanto permanecia sozinha. De maneira alguma eu tenho raiva ou ódio do meu pai, ele é assim, eu aceitei isso. Hoje em dia, não digo que não sofro, mas aprendi a encarar a realidade e fazer dela o meu travesseiro para dormir nas noites em que as minhas palavras e tudo que eu desejava falar estava preso na minha cabeça. Eu durmo tranquila, eu acordo e vejo aquele homem novamente, só que não confio mais nele. Sei que posso enfrentar tudo, uma decepção não vai me fazer cair assim, como eu costumava cair. Eu já me acostumei com a queda e aprendi a cair de um jeito, que não machuca mais.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Afastada para não impressionar.
Bem longe de confusões, prefiro estar sentada no sofá, do jeito que eu quiser, mesmo que minha postura esteja errada, mesmo que eu esteja sem ter o que fazer. Para mim, é muito mais vantajoso sentar e assistir a um espetáculo do que participar dele. Talvez essa vantagem aconteça devido a fusão entre a minha timidez e a minha preguiça de atuar em minha própria vida. Talvez eu esteja perdendo momentos importantes, situações que jamais voltarão a acontecer, mas continuo achando que assim eu levo a melhor. Pois se a peça foi um sucesso ou não, eu, juntamente do público, irei definir isso e mesmo assim, posso sair intacta por levá-la ao ápice da popularidade ou quase à falência. Isso tudo é muito relativo, porém é realmente difícil pra mim participar do teatro que as pessoas fazem, elas se divertem fazendo isso e eu não. Eu gosto quando dizem que estou quieta e eu, distraidamente, volto a observar a atuação da raça humana. Tão patéticos. Me incluo dentro dessa pra ninguém se ofender. Eu não tenho muito o que falar, nem o que descrever, pois a sensação que sinto é indescritível. Acho que tenho vocação para ser agente do FBI, voyeur, espiã, detetive, enfim... Vou ali decidir o meu futuro.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Quem é vivo, sempre aparece.
É claro que este clichê é um tanto óbvio, porque até agora, eu nunca vi algum morto reaparecer na Terra. Apesar de às vezes sentirmos uma sensação estranha de que um ser invisível nos acompanha, eu não acho que os mortos gostariam de retornar à Terra. Pouco importa, só gostaria de deixar claro que eu não abandonei você, Blog. Eu gosto de você, de verdade. Você me lê (Hum?) e fica sempre calado, mas sabe como me fazer sentir melhor. (Momento homenagem ao Blog, tsc.)
Você deve estar empolgado pra saber o que houve na minha vida durante esse "hiatus", não está?! Vou ser bem sincera, nada mudou. Eu continuo com as minhas vontades, continuo a deixar as minhas roupas sobre a cama, continuo a reclamar daquilo que as pessoas amam, continuo a julgar essas pessoas, continuo a temer o amor, enfim, sou a mesma pessoa. Nem este recesso me mudou. Porém, dentro do meu coração, lá pela válvula tricúspide (Esse nome é meio... Nojento.), eu mantenho a fé e a esperança de que em breve, haverá uma mudança brusca e boa, por favor, né. Talvez ano que vem, quem sabe.
Outra coisa, eu digo que odeio TV, só que eu sempre a assisto. Sempre não, mas geralmente sim. Não tenho a maldita TV à cabo no quarto e a antena está uma porcaria, meu irmão a amarrou com um elástico, achando que iria melhorar alguma coisa e nada! Eu estou totalmente sem TV agora. Melhor, pois pelos chuviscos que vejo, percebo que a programação aberta está realmente podre. O negócio é ir pra sala e ficar vendo desenhos, que na minha opinião, já foram melhores. Por exemplo, na minha época (Sou tão velha...) passava Hey, Arnold!, Ginger, O Fantástico Mundo de Bob, Catdog, Rocco, Os pesadelos de Ned, A Vaca e o Frango, Dexter, Rugrats, Doug Funny, enfim, desenhos muito melhores do que esses de lutinhas, monstros, animais e pessoas tortas com poderes mágicos que só destroem o Mundo, alimentos que falam e dançam (Okay, eu gosto de Kappa Mikey Dancing Sushi *-* E gosto de Dave, o bárbaro também...), são poucos os que se salvam. Eu sei que passava o dia inteiro vendo desenhos e até os seriados eram mais divertidos! Se bem que assistir Nick at Nite é meio chato, mas beleza. Só sei que as coisas mudaram, eu continuo a mesma velha, chata e crítica(da). Hoje algo me fez rir, uma amiga relembrou de um episódio de Um Maluco no Pedaço e eu achei no YouTube a parte engraçada.
http://www.youtube.com/watch?v=DEDXlip8Sm0
Obs: O Will Smith era tão magrelinho e agora está bombadão!
Você deve estar empolgado pra saber o que houve na minha vida durante esse "hiatus", não está?! Vou ser bem sincera, nada mudou. Eu continuo com as minhas vontades, continuo a deixar as minhas roupas sobre a cama, continuo a reclamar daquilo que as pessoas amam, continuo a julgar essas pessoas, continuo a temer o amor, enfim, sou a mesma pessoa. Nem este recesso me mudou. Porém, dentro do meu coração, lá pela válvula tricúspide (Esse nome é meio... Nojento.), eu mantenho a fé e a esperança de que em breve, haverá uma mudança brusca e boa, por favor, né. Talvez ano que vem, quem sabe.
Outra coisa, eu digo que odeio TV, só que eu sempre a assisto. Sempre não, mas geralmente sim. Não tenho a maldita TV à cabo no quarto e a antena está uma porcaria, meu irmão a amarrou com um elástico, achando que iria melhorar alguma coisa e nada! Eu estou totalmente sem TV agora. Melhor, pois pelos chuviscos que vejo, percebo que a programação aberta está realmente podre. O negócio é ir pra sala e ficar vendo desenhos, que na minha opinião, já foram melhores. Por exemplo, na minha época (Sou tão velha...) passava Hey, Arnold!, Ginger, O Fantástico Mundo de Bob, Catdog, Rocco, Os pesadelos de Ned, A Vaca e o Frango, Dexter, Rugrats, Doug Funny, enfim, desenhos muito melhores do que esses de lutinhas, monstros, animais e pessoas tortas com poderes mágicos que só destroem o Mundo, alimentos que falam e dançam (Okay, eu gosto de Kappa Mikey Dancing Sushi *-* E gosto de Dave, o bárbaro também...), são poucos os que se salvam. Eu sei que passava o dia inteiro vendo desenhos e até os seriados eram mais divertidos! Se bem que assistir Nick at Nite é meio chato, mas beleza. Só sei que as coisas mudaram, eu continuo a mesma velha, chata e crítica(da). Hoje algo me fez rir, uma amiga relembrou de um episódio de Um Maluco no Pedaço e eu achei no YouTube a parte engraçada.
http://www.youtube.com/watch?v=DEDXlip8Sm0
Obs: O Will Smith era tão magrelinho e agora está bombadão!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Sonhos.
Eu acho que sou a pessoa que tem os sonhos mais estranhos do Mundo. E na verdade, eu não sei se são sonhos ou reflexões inconscientes durante a noite, porque eu me lembro de estar acordada, às vezes. O fato é que até antes de adormecer, eu fico pensando em muitas coisas... A minha imaginação se expande e meu quarto vira a Disneylândia. HAHA Na noite passada, eu fiquei tentando lembrar da onde o bacalhau é ... Eu começava a pensar na Escócia, mas ao mesmo tempo, pensei que se pensasse muito, meu cérebro iria explodir, então virei de lado e dormi. De repente, acordei com aquele peso "Tenho que me lembrar da onde o bacalhau veio...", é sério, não conseguia dormir com isso. Pensei novamente na Escócia e concluí que deveria ser na Dinamarca, eu estava tentando me enganar, olha que coisa idiota. Pensei "Se eu pensar que é Dinamarca, eu vou achar que é mesmo e vou dormir.". Certo, voltei a dormir... Mas, logo de manhã, acordei com "Noruega" na cabeça! Isso é fantástico, eu adorei. Depois, consegui dormir mais um pouco e sonhei que estava acordada e precisava ir pra escola, tsc, deve ser porque as aulas irão começar... Enfim, acho que mesmo dormindo, eu não consigo parar de ser estranha.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
O que restou: Lembranças.
Esse blog é tão nostálgico, não gostaria que fosse assim, mas não tenho culpa de ter uma forte conexão ao meu passado, talvez aquele que eu mal conheci.
Me refiro agora ao medo que tenho de refazer coisas que já fiz, parece que um novo encontro com uma pessoa é o primeiro, o nervosismo toma conta de mim e eu acabo enjoada, exausta e desiludida. E quando aquela sombra de dúvidas aparece sobre a tua cabeça? Isso é terrível, mal consigo dormir, meus sonhos se tornam pesadelos e tudo se torna tão indeciso. Não, eu me torno indecisa. E ao mesmo tempo, quando me dou conta, estou relembrando do que aconteceu, o que passou... Se voltasse, ah, seria ótimo.
A confusão em minha mente cresce quando eu penso que certas coisas que fiz, se eu fizesse novamente, seria errado hoje em dia. Como sentir o gosto de uma pessoa e adormecer ao lado dela, sendo que no presente, a mesma não pertence mais à mim. Pensar não é errado. Não vou ser condenada por isso. Essas lembranças que me assombram e me acalmam. Eu tive a minha chance e poderia ter de novo, mas novamente, eu falharia. Que seja.
Me refiro agora ao medo que tenho de refazer coisas que já fiz, parece que um novo encontro com uma pessoa é o primeiro, o nervosismo toma conta de mim e eu acabo enjoada, exausta e desiludida. E quando aquela sombra de dúvidas aparece sobre a tua cabeça? Isso é terrível, mal consigo dormir, meus sonhos se tornam pesadelos e tudo se torna tão indeciso. Não, eu me torno indecisa. E ao mesmo tempo, quando me dou conta, estou relembrando do que aconteceu, o que passou... Se voltasse, ah, seria ótimo.
A confusão em minha mente cresce quando eu penso que certas coisas que fiz, se eu fizesse novamente, seria errado hoje em dia. Como sentir o gosto de uma pessoa e adormecer ao lado dela, sendo que no presente, a mesma não pertence mais à mim. Pensar não é errado. Não vou ser condenada por isso. Essas lembranças que me assombram e me acalmam. Eu tive a minha chance e poderia ter de novo, mas novamente, eu falharia. Que seja.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Adeus, ano velho.
Olá, ano novo, que em breve será velho como os anos passados.
É incrível como o tempo realmente passa, tem suas vantagens e prejuízos. E é incrível também a capacidade de criar novas histórias, expandir a minha criatividade e quase acreditar nelas, por parecerem tão reais, quando vou dormir. Eu seleciono o que vou sonhar, mas nem sempre sonho o que selecionei. No entanto, durante as "seleções" eu penso em tudo. No que aconteceu em um dia, no que não aconteceu e poderia acontecer... É muito louco. Se não estivesse possuída pelo sono e pela preguiça, escreveria tudo e poxa, poderia até ser uma exímia escritora. Ou não. O que importa é que isso me surpreende. Minha própria mente me surpreende e me assusta. Penso que daqui à alguns anos, serei tomada pela loucura e aí vou me transformar em uma dona da verdade. Ou pelo menos, irei expô-la. A verdade que eu conheço, a minha verdade. Tantas vezes desejei dizer à alguém algo que... Me incomodou. Ou que foi bom pra mim. Ou que não fez diferença. Digo sempre "Mãe, se eu fosse louca, falaria a minha verdade à todos." ela ri ou se perde nos próprios pensamentos, logo desvia o olhar e procura outro assunto. Será que ela sabe que em breve serei uma insana que deveria ser marginalizada da sociedade? Eu faço isso por conta própria. Em todos os grupos que freqüento (involuntariamente), sou o escárnio dos integrantes. Mas não sou assim porque não me incluem na festa, eu prefiro ficar longe, somente observar. Assim posso ver como é distinto o comportamento alheio, alguns me enojam. Não falo nada, só crio situações na minha cabeça e durante os meus sonhos, o que gostaria de ter feito, eu faço, sem ser louca.
O que vejo, ninguém vê. E talvez, eu encontre alguém ao meu lado que possa sorrir para mim e dizer "Sonhei com nosso encontro." Obrigada por me excluírem, eu gosto disso. De verdade. Deixem que eu escolho quem serei, o que farei e quem me acompanhará nisso.
É incrível como o tempo realmente passa, tem suas vantagens e prejuízos. E é incrível também a capacidade de criar novas histórias, expandir a minha criatividade e quase acreditar nelas, por parecerem tão reais, quando vou dormir. Eu seleciono o que vou sonhar, mas nem sempre sonho o que selecionei. No entanto, durante as "seleções" eu penso em tudo. No que aconteceu em um dia, no que não aconteceu e poderia acontecer... É muito louco. Se não estivesse possuída pelo sono e pela preguiça, escreveria tudo e poxa, poderia até ser uma exímia escritora. Ou não. O que importa é que isso me surpreende. Minha própria mente me surpreende e me assusta. Penso que daqui à alguns anos, serei tomada pela loucura e aí vou me transformar em uma dona da verdade. Ou pelo menos, irei expô-la. A verdade que eu conheço, a minha verdade. Tantas vezes desejei dizer à alguém algo que... Me incomodou. Ou que foi bom pra mim. Ou que não fez diferença. Digo sempre "Mãe, se eu fosse louca, falaria a minha verdade à todos." ela ri ou se perde nos próprios pensamentos, logo desvia o olhar e procura outro assunto. Será que ela sabe que em breve serei uma insana que deveria ser marginalizada da sociedade? Eu faço isso por conta própria. Em todos os grupos que freqüento (involuntariamente), sou o escárnio dos integrantes. Mas não sou assim porque não me incluem na festa, eu prefiro ficar longe, somente observar. Assim posso ver como é distinto o comportamento alheio, alguns me enojam. Não falo nada, só crio situações na minha cabeça e durante os meus sonhos, o que gostaria de ter feito, eu faço, sem ser louca.
O que vejo, ninguém vê. E talvez, eu encontre alguém ao meu lado que possa sorrir para mim e dizer "Sonhei com nosso encontro." Obrigada por me excluírem, eu gosto disso. De verdade. Deixem que eu escolho quem serei, o que farei e quem me acompanhará nisso.
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