sábado, 20 de dezembro de 2008

Maravilhosa árvore genealógica.

Há algum tempo, meu pai trouxe dois livros feitos por meu bisavô, Durval Rodrigues; é todo datilografado e os desenhos foram todos feitos à mão. Pelas mãos experientes e gastas do avô do meu pai. Isso me encantou demais, pois, apesar dos erros gramaticais,- Afinal, ele não freqüentava a escola por falta de condições, devido à época e a dificuldade de haver escolas em zonas mais rurais, aonde ele vivia - seus textos e desenhos me impressionaram muito. Eu tenho orgulho da minha família e sinto que, parte da criatividade, esforço e vontade de se expressar do meu bisavô, foi herdada para mim. Acho que nós nos entenderíamos muito. Pelo pouco que sei sobre ele, segundo meu pai, ele era uma pessoa adorável. Sempre ensinando, mesmo o pouco que sabia sobre tudo, mas sempre ensinando principalmente, a ver o mundo com olhos curiosos, tentando descobrir algo mais, tentando retirar desse curto período em que passamos sobre a Terra, algo bom.
Como bisneta desvanecida, gostaria que colocar aqui o prefácio e a dedicaória do livro chamado "Os Degraus da Existência". Depois coloco outros trechos.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Expedição para lugar nenhum.

Ultimamente estive perdida em meus planos e eles se enroscaram em mim, quase me sufocaram, mas consegui me livrar deles ao colocar alguns em prática, deixando de lado os outros improváveis de se realizar agora, para somente fazer, sem premeditações. Confuso mesmo esse negócio. É muito pessoal. Não adianta explicar, não vai ter um sentido.
E nesse meio tempo entre planos feitos e realizados (Eu não sei se realizam planos, acho que se conquistam mesmo.), eu cheguei à uma conclusão. Gostaria de ganhar muito dinheiro. Não para gastar em canecas feitas de ouro ou com essas coisas fúteis que as pessoas ricas gastam, mas sim para reunir meus amigos. Sim, amigos daqui da rua, até amigos de outro continente. Falo sério. Meu desejo maior é tê-los bem perto de mim. Aqueles verdadeiros, que conheço há muito tempo. E que talvez, por essa questão monetária dentre outras, ainda não podemos nos conhecer pessoalmente. Se não fosse isso, estaríamos agora em minha mansão, conversando sobre diversas coisas e cara, eu ia pedir mais alguns centímetros de braço para poder uni-los em um único abraço. Foi só um pensamento forte. Daqueles que nos invade o corpo inteiro, principalmente quando se está viajando ou fazendo algo tedioso, esses são os melhores momentos para refletir. Gostaria, por último (Estou no clima do Natal e nem estou pedindo demais, poxa.), de poder chegar ao futuro como o vejo agora. Eu acho que a felicidade é pequena. Não é preciso muito para ser feliz. Serei feliz com meus amigos. Creio que o título não ornou com o texto, mas tudo bem. Ninguém vai perceber. E afinal, houve mesmo uma pequena expedição.

domingo, 30 de novembro de 2008

Velharia.

Hoje de manhã, por acaso, acordei olhando para caixa de livros e cadernos velhos que tem no meu quarto, próximo à minha poltrona bonitinha. Não sei porque, mas ela me atraiu e mesmo no escuro do cômodo, eu a abri e ali estavam os meus cadernos dos anos passados. Não deixo que se desfaçam das minhas coisas, eu gosto de lembranças, aqui em casa dizem que eu tenho mania de velho, guardo tudo que não presta. Eu não acho.
Levei comigo alguns cadernos e sentei na cama para os ler. É claro, encontrei matérias velhas, que hoje eu nem me lembro mais ou até acho fácil demais. Mas em meio as páginas brancas, encontrei meus textos, que sempre escrevi e nunca mostrei a ninguém. Nos momentos de angústia, eu me lembro bem, sentava na cama e escrevia por horas e horas. Hoje já não sou assim. Gosto de escrever, mas sinto preguiça de fazer ou prefiro mesmo só refletir, sem compartilhar meus pensamentos com um papel. Muitos deles, não fazem sentido, eu até me assustei pela forma como sabia me expressar, no entanto, só eu sei ou sabia o que aquilo significava pra mim.
Achei curioso algo que escrevi, não é bem um poema, mas fui escrevendo, sem me preocupar com a estética e a estrutura das palavras. Chamo isso de rabiscos. Rabiscos valiosos.
Essa sou eu nas minhas próprias palavras : A grande conseqüência, a frase mal colocada, o nó na sua garganta, sua nota suicida, a dor no seu coração, o motivo dos seus risos, a grande criação, a velha amiga, sua melhor amiga, sua pior inimiga, a perdedora insistente, a sonhadora confiante, a perfeita incompleta, a imperfeita completa.
Creio que escrevi isso há um tempinho, já que eu mesma desconheci esse trecho. Achei engraçado, pois eu me livrei do que estava sentindo através dos meus rabiscos e os escondi no meio de um caderno do colégio (Não foi a primeira vez) e só depois os encontrei assim, por acaso. É como achar um tesouro.


Nota pessoal: Eu não sei como ajustar esse relógio maldito, eu não postei meus textos nos horários que marcam abaixo deles. (Essa é a minha grande preocupação.) E daí?

sábado, 29 de novembro de 2008

Procura-se um Alien na Terra.

Se hoje fosse dia 29 de Novembro de 1991, certamente eu estaria no meu aconchego materno, desconhecendo os inúmeros motivos do meu nascimento, precisando somente de leite, atenção (Isso inclui trocar fraldas, fazer brincadeiras que os adultos acham que são legais, mas até agora eu acredito que sejam muito assustadoras e etc...) e uma boa distração. Meus pais dizem que eu costumava me distrair com as nuvens, me levavam até a janela (Não como os pais da Isabela.) e eu só adormecia depois que tivesse contemplado todas aquelas formas que pareciam ser macias e agradáveis ao toque. Eu realmente gosto do céu. Sempre que posso, esqueço que existem prédios e antenas e aviões, tudo que possa me impedir de vê-lo e fico assim, observando o movimento das nuvens, o brilho das estrelas, os raios do Sol. (Sempre de óculos de Sol, não se esqueçam disso, crianças! -Eu estou tão piadista hoje, tsc.) Além deste gosto pessoal, eu também sinto que meu lugar não é aqui. Mesmo pequena, sem ter descoberto as sensações e sentimentos que iriam me surpreender até recentemente, eu sabia que eu era diferente. Não vou convencer ninguém de que sou um extraterrestre, é claro que não. Não sou verde, não tenho antenas, falo português e não saberia pilotar uma nave espacial.
Só gostaria de ressaltar algo, às vezes, quando abaixo a minha calça, a minha pele clara denuncia marcas roxas por minhas pernas. Eu não costumo apreciar sexo selvagem, nem auto-flagelação, na verdade, eu nem sei porque eu tenho essas marcas. Meus pais não me batem e eu é claro, distraída como sou, vivo me machucando por aí. Porém, ainda acredito que exista uma razão verdadeira para isso: Sou cobaia dos aliens. É claro! Desde quando estava no útero da minha mamãe querida, os E.T.'s tinham planos para minha vida. Acho que funciona exatamente assim: Eu durmo e eles chegam. Me levam até a nave deles ou até o planeta deles e pronto, fui usada para mais um experimento maluco. Não sei explicar ao certo o que eles fazem, mas creio que eles não iriam me machucar, pois nem sinto dor nesses hematomas. Talvez estejam somente testando o comportamento humano para que assim, eles possam se aproximar de vez de nós. Eu sei que eu volto para casa, sem me lembrar de nada, somente me deparo com as marcas, elas são tudo que eu tenho como prova. Ninguém iria acreditar, de fato. Eu só espero que um dia, se eles voltarem, eu possa acordar na nave deles. Prometo que eu volto. Volto com boas notícias.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Primeiríssimo, totalmente sem ânimo.

Exato, hoje eu senti uma vontade desesperadora de fazer um Blog. Já tive vários, mas todos eram uma porcaria. Não que esse vá salvar os demais, mas agora eu tenho algo a contar, algo melhor do que as notícias das minhas bandas favoritas, melhor até do que a minha rotina. Começaria isso agora, se não fosse a porra da tecnologia. Sei que ter um lugar na Internet onde se possa publicar as próprias idéias não é algo muito tecnológico e recente, mas meu Deus, não pensei que fosse enfrentar tantas dificuldades assim. Primeiro eu gostaria de me livrar desse layout feio, sabe? Pensei em alguma coisa mais "arrumadinha", com meu jeito. Tudo bem, não consegui. Segundo, eu estava querendo mesmo explicar o significado desse título e falar justamente sobre eles em geral, no entanto, graças ao primeiro impasse, apenas alimentei o meu desalento de escrever. Terceiro, se isso for mais um motivo para a enumeração dos meus problemas, me sinto uma senhora falando assim.
Depois de um breve desabafo, chegou a hora de me recompor e contar que apesar de estranho, "O Gracejo das Ostras" se encaixou melhor para um endereço pouquíssimo acessado. Na verdade, gostaria de ter colocado "A Graça das Ostras", talvez isso tenha gerado a minha impaciência e nervosismo, o fato de não poder usar acentos e "ç" na barra de endereços. A minha imaginação pediu este nome e tive que contrariá-la, me desculpe, querida.
Por fim, as ostras começaram a me encantar atualmente. Acho que a primeira vez que vi uma , foi naquele desenho "A Pequena Sereia" e ainda como era muito criança, não sabia que ela realmente existia. Não a Pequena Sereia, mas sim a ostra.
Depois de algum tempo que vim aprender que elas eram Moluscos maravilhosos. Com suas conchas contraídas, eu nunca imaginei que houvesse algo ali dentro, preso e altamente protegido. Acontece que, por esses dias, eu percebi que os seres humanos poderiam ser substituídos por elas. Sim! Elas não têm sentimento e transformam coisas inúteis em pérolas! Okay, eu vou continuar usando a minha sensibilidade antes que tudo vire uma grande merda. A graça delas é exatamente isso, capturar estranhos e torná-los seus hóspedes brilhantes, até que algum idiota venha roubar seu segredo, deixando-o exposto nos pescoços de Socialites que mal sabem ler. Além disso, elas servem também como alimento para as mesmas Socialites que mal sabem o que é o Sistema Digestório. O gracejo das ostras é o poder que elas têm em esconder o que as cerca, sendo totalmente discretas e invisíveis, fazendo-nos esquecer de suas existências e mesmo assim, serem úteis para inúteis.