sábado, 29 de novembro de 2008

Procura-se um Alien na Terra.

Se hoje fosse dia 29 de Novembro de 1991, certamente eu estaria no meu aconchego materno, desconhecendo os inúmeros motivos do meu nascimento, precisando somente de leite, atenção (Isso inclui trocar fraldas, fazer brincadeiras que os adultos acham que são legais, mas até agora eu acredito que sejam muito assustadoras e etc...) e uma boa distração. Meus pais dizem que eu costumava me distrair com as nuvens, me levavam até a janela (Não como os pais da Isabela.) e eu só adormecia depois que tivesse contemplado todas aquelas formas que pareciam ser macias e agradáveis ao toque. Eu realmente gosto do céu. Sempre que posso, esqueço que existem prédios e antenas e aviões, tudo que possa me impedir de vê-lo e fico assim, observando o movimento das nuvens, o brilho das estrelas, os raios do Sol. (Sempre de óculos de Sol, não se esqueçam disso, crianças! -Eu estou tão piadista hoje, tsc.) Além deste gosto pessoal, eu também sinto que meu lugar não é aqui. Mesmo pequena, sem ter descoberto as sensações e sentimentos que iriam me surpreender até recentemente, eu sabia que eu era diferente. Não vou convencer ninguém de que sou um extraterrestre, é claro que não. Não sou verde, não tenho antenas, falo português e não saberia pilotar uma nave espacial.
Só gostaria de ressaltar algo, às vezes, quando abaixo a minha calça, a minha pele clara denuncia marcas roxas por minhas pernas. Eu não costumo apreciar sexo selvagem, nem auto-flagelação, na verdade, eu nem sei porque eu tenho essas marcas. Meus pais não me batem e eu é claro, distraída como sou, vivo me machucando por aí. Porém, ainda acredito que exista uma razão verdadeira para isso: Sou cobaia dos aliens. É claro! Desde quando estava no útero da minha mamãe querida, os E.T.'s tinham planos para minha vida. Acho que funciona exatamente assim: Eu durmo e eles chegam. Me levam até a nave deles ou até o planeta deles e pronto, fui usada para mais um experimento maluco. Não sei explicar ao certo o que eles fazem, mas creio que eles não iriam me machucar, pois nem sinto dor nesses hematomas. Talvez estejam somente testando o comportamento humano para que assim, eles possam se aproximar de vez de nós. Eu sei que eu volto para casa, sem me lembrar de nada, somente me deparo com as marcas, elas são tudo que eu tenho como prova. Ninguém iria acreditar, de fato. Eu só espero que um dia, se eles voltarem, eu possa acordar na nave deles. Prometo que eu volto. Volto com boas notícias.

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